sexta-feira, 26 de abril de 2019
terça-feira, 23 de abril de 2019
Nossos primeiros dias...
Nosso primeiro dia parece um filme da vida de outra pessoa da qual eu sinto inveja.
Nosso...
Tinha algo lá. Os minutos, aquelas horas, eu acho... nossas últimas melhores horas.
Nosso...
Tinha algo lá. Os minutos, aquelas horas, eu acho... nossas últimas melhores horas.
Varridas, lavadas, com cloro. Estão quase desaparecendo.
Os beijos, as conversas, a espera, os 12 minutos entre a minha casa e a sua, seu olhar. Vou lembrar pra sempre até hoje.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
segunda-feira, 25 de março de 2019
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
Correndo com a perna quebrada
- Mulheres que correm com os lobos.
É interessante salientar que, entre os lobos, não importa o quanto
esteja doente, não importa o quanto esteja acuada, o quanto esteja só ou
enfraquecida, a loba persiste. Ela corre mesmo com a perna quebrada. Ela se
aproxima dos outros à procura da proteção da matilha. Ela se esforça ao máximo
para superar na espera, na astúcia, na velocidade ou na duração da vida aquilo
que a esteja atormentando.
Ela dedicará todas as suas forças a respirar bem. Ela se arrastará, se
necessário, igual ao patinho, de um lugar para o outro até encontrar o lugar
certo, um lugar benéfico, em que possa se recuperar.
A principal característica da natureza selvagem é a persistência. A perseverança.
Isso não é algo que se faça. É algo que se é, em termos naturais e inatos.
Quando não temos condição de vicejar, seguimos adiante até podermos voltar a
vicejar. Seja o nosso isolamento originado de um afastamento da nossa vida criativa,
seja uma cultura ou uma religião que nos rejeitou, seja um exílio da família, um
banimento de um grupo, seja a imposição de sanções a nossos movimentos, pensamentos
e sentimentos, a vida selvagem profunda continua, e nós persistimos. A natureza
selvagem não é natural de nenhum grupo étnico específico. Ela é a natureza essencial
das mulheres do Daomé, dos Camarões e da Nova Guiné. Ela está nas mulheres da
Letônia, dos Países Baixos, de Serra Leoa. Ela está no cerne das mulheres da
Guatemala, do Haiti, da Polinésia. Digam o nome de um país. De uma raça. De uma
religião. De uma tribo. Digam o nome de uma cidade, de uma aldeia, de um
solitário posto fronteiriço. Todas as mulheres têm isso em comum: a Mulher Selvagem,
a alma selvagem. Todas elas continuam a tatear em busca do selvagem e a segui-lo.
Por isso, se precisarem, as mulheres pintarão céus azuis nas paredes da
prisão. Se a meada se queimou, elas fiarão mais. Se a colheita estiver
destruída, elas farão outra semeadura imediatamente. As mulheres desenharão
portas onde não houver nenhuma. E elas as abrirão e passarão por essas portas
para novos caminhos e novas vidas. Como a natureza selvagem persiste e triunfa,
as mulheres persistem e triunfam.
- Mulheres que correm com os lobos.
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