domingo, 13 de setembro de 2020

Queria rede e brisa. Lá longe, passarinhos, lá pra longe, sol nasce.

Na rede, balança alguém sem medo. Com muito amor no peito.
Aqui, a mesma mulher conta em sorrisos o sabor do café.
A leitura diária avisa que se pode sorrir todos os dias.
Você e todo mundo.

O canto aumenta a luz do sol, ou será o contrário?
A respiração lubrifica e enche a mente de respostas.
Perguntas só se for de inspiração filosófica.
Nada é pra agora, muito menos pra ontem.
Nada é menos. Ou seria: Nada é mais?

O dia passa como disco do Milton.
O olhar é calmo, o sol se põe, alaranjando o coração.
Atrás da montanha o crepúsculo se mostra, quem é de dia dorme.
A íris se abre, a mente vira jazz.
A noite acorda.

Esse sentimento leve é permitido, é natural.
Nesse sonho, vivido acordado, somos naturais. E o alimento, a água, a luz, o sono.
O suor é de verdade. E refresca o que não está parado.
Não estamos paradas, é só a água salgada nos levando.
Somos uma rosa dos ventos.

Queria tudo isso, desde o sol até a lua.
Queria do fundo do meu coração.
A companhia tua nesse mundão.