Há mar, go!
Amar. Go!
Amar, go...
Ama rgo
Amargo
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Me faz falta a janela do ônibus. As várias janelas nas quais eu sonhei, refleti, chorei, ri. Janelas úteis, que me tiraram do aqui-agora e me deram tempo pra pirar e meditar.
Quantos livros eu li nesses minutos de trajeto, quantos olhares eu analisei, quantas neuroses criadas e curadas na ansiedade de ir e chegar.
Não era o ônibus, mas a janela. Aquela vista no momento de ser levada, sem precisar conversar, sem precisar teclar.
Aquele momento do nada planejado, um nada propício ao acaso.
Que fossem 15 minutos de piração na calçada, nos fios de alta tensão. Árvore, pessoa, carro, velocidade, chuva, banca de jornal. Eram 15 minutos de ócio mental, em que eu pensava tudo e pensava nada ao mesmo tempo.
Quantos livros eu li nesses minutos de trajeto, quantos olhares eu analisei, quantas neuroses criadas e curadas na ansiedade de ir e chegar.
Não era o ônibus, mas a janela. Aquela vista no momento de ser levada, sem precisar conversar, sem precisar teclar.
Aquele momento do nada planejado, um nada propício ao acaso.
Que fossem 15 minutos de piração na calçada, nos fios de alta tensão. Árvore, pessoa, carro, velocidade, chuva, banca de jornal. Eram 15 minutos de ócio mental, em que eu pensava tudo e pensava nada ao mesmo tempo.
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