Olha pras unhas, pro papel, sabe bem tudo o que gostaria de escrever, só que queria esquecer antes de por no papel. Isso de trazer da mente para os dedos dói. Quem deveria doer era o papel, mas ele não está sendo espancado agora. Quem está sendo espancada é a mente. Do tipo que deixa marcas debaixo da roupa, você não vai ver se ela for comprar pão.
Minha amiga secreta prefere papel e caneta, com certeza. Que doa no papel, que sofra o papel, e que o diabo o carregue.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Tem uma hora do dia que eu gostaria de estar numa salinha confortável, com muito café quente numa caneca, ouvindo um silêncio inspirador, e espancando o teclado num texto formidável, que juntasse militância, ficção, arquivos mentais de brainstorms e anotações rápidas de boas ideias.
Só que nessa hora eu estou no meio do trabalho, sem café, sem silêncio - no máximo com o fone no ouvido pra ninguém perturbar - e meio milhão de e-mails estourando na caixa de entrada, me lembrando das tarefas que pagam minha casa.
As tarefas que pagam minha casa não saciam minha mente. Saciam minha mente textos vomitados, ideias mirabolantes, ficções e monólogos internos. Escapes no meio da tarde satisfazem às vezes, mas sei que são comida artificial perto desse banquete que meu cérebro gostaria de escrever...
Só que nessa hora eu estou no meio do trabalho, sem café, sem silêncio - no máximo com o fone no ouvido pra ninguém perturbar - e meio milhão de e-mails estourando na caixa de entrada, me lembrando das tarefas que pagam minha casa.
As tarefas que pagam minha casa não saciam minha mente. Saciam minha mente textos vomitados, ideias mirabolantes, ficções e monólogos internos. Escapes no meio da tarde satisfazem às vezes, mas sei que são comida artificial perto desse banquete que meu cérebro gostaria de escrever...
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